Oposição albanesa denúncia fraude eleitoral e ameaça protestar

Tirana, 1 jul (EFE).- O empate técnico entre conservadores e socialistas após as eleições legislativas de domingo na Albânia está aumentando a tensão no país, enquanto a oposição endurece suas acusações de fraude eleitoral e ameaça fazer grandes mobilizações.

EFE |

Com 98% dos votos apurados, o governamental e conservador Partido Democrático da Albânia (PDSh) teria vencido as eleições, seguido pelo opositor Partido Socialista da Albânia (PSSh).

No entanto, caso se considere os aliados de ambos os blocos, a Câmara estaria dividida em duas, com os conservadores e a centro-esquerda com 70 cadeiras cada.

A proclamação da vitória pela coalizão do primeiro-ministro Sali Berisha, que assegurou antes de a apuração terminar que possuía 71 cadeiras, foi contestada pelos socialistas com uma acusação de fraude e a ameaça de não permitir um "golpe de Estado".

O prefeito da capital Tirana e líder socialista, Edi Rama, assegurou hoje estar disposto a "defender todos os votos e comandar o povo no esforço para garantir que aqui não haverá golpe de Estado" e acusou os conservadores de "colocar as mãos nas urnas".

"Nesta batalha, faremos todo o possível para apoiar a maioria que nos deu o voto", chegou a dizer o dirigente dos socialistas, que ameaçaram convocar protestos populares.

Rama convidou observadores internacionais e a imprensa a ir aos centros de apuração de voto e supervisionar o processo.

A União Europeia (UE) condicionou a aproximação do país balcânico, um dos mais pobres do continente, ao bloco ao cumprimento dos padrões internacionais de eleições livres e justas.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que supervisionou as eleições, elogiou o transcurso pacífico da jornada eleitoral, mas apontou algumas irregularidades.

"Infelizmente as eleições não cumpriram nenhum padrão. Nas urnas aparecem milhares de cédulas de eleitores com números falsos de passaporte e cartões de identidade", disse Ditmir Bushati, um representante dos socialistas.

O PSSh denunciou que o processo de apuração foi suspenso nas regiões do país onde os socialistas têm mais apoio.

"Não vamos nos retirar sem obter cada voto roubado. Os votos vão ser defendidos por aqueles que investiram seu futuro nele", ameaçou Bushati. EFE md/rr

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