Oposição acusa golpistas da Mauritânia de instigar violência contra ex-líder

Nuakchott, 15 jan (EFE).- A Frente Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento (FNDD) acusou hoje a Junta Militar que dirige o país desde o golpe de Estado de agosto de instigar as ações violentas contra o ex-presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi.

EFE |

Em entrevista coletiva, a coalizão de partidos que se opõe ao levante militar denunciou hoje que o regime do general Mohammed Ould Abdelaziz usou os serviços de "algumas pessoas" para criar distúrbios e atacar a residência de Abdallahi.

"Trata-se de uma evolução nova e grave" da situação, afirmou Yahya Ould Sid'el-Moustaph, membro do partido ADIL, ex-partido político no poder e fundadora da FNDD.

Com as declarações, fez alusão às recentes manifestações realizadas esta semana em frente à casa de Abdallahi, nas quais foram atiradas pedras contra o imóvel e foi exigido que se apresente à Justiça e seja proibido de entrar na capital mauritana.

"Esse tipo de comportamentos podem levar a uma guerra civil, pois o povo mauritano é composto de tribos, etnias e regiões e não suporta muito este tipo de práticas", afirmou Moustaph.

Desde que foi libertado, em 21 de dezembro, Abdallahi se encontra em sua cidade natal, Lemden, cerca de 250 quilômetros ao sul de Nuakchott, e há rumores de que deve ir à capital para participar das atividades políticas de seus aliados. EFE mgr/db

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