Oposição acusa Comissão Eleitoral do Zimbábue por demora nos resultados

Harare, 8 abr (EFE).- A oposição do Zimbábue afirmou hoje, em audiência judicial, que embora a Comissão Eleitoral ainda não tenha um prazo legal para divulgar os resultados das eleições presidenciais de 29 de março, ela não está cumprindo um tempo razoável.

EFE |

A postura foi defendida pelos advogados do opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC) perante o tribunal, ao qual recorreram pedindo a divulgação urgente dos dados da apuração.

Embora a Comissão Eleitoral tenha anunciado os resultados do pleito parlamentar, ainda não se pronunciou sobre as eleições presidenciais, que aconteceram simultaneamente.

"Ainda que não haja uma disposição específica na lei eleitoral fixando um período de tempo para que os resultados da eleição presidencial sejam divulgados, os demandados (Comissão Eleitoral) não atuaram dentro de um tempo razoável", alegou o advogado do MDC, Alex Muchadehama.

A audiência judicial, que começou às 5h (Brasília), entrou em recesso duas horas depois, e retornou logo em seguida, com os dois lados defendendo suas respectivas posições.

Ainda não se sabe quando será conhecida a decisão judicial, mas é pouco provável que o Tribunal Superior de Harare, capital do país, a divulgue ainda hoje.

Por enquanto, o tribunal optou por analisar o tema com caráter de urgência, e se dedicou a analisar imediatamente as reivindicações da oposição.

Os opositores, com base em estimativas próprias, defendem que receberam votos suficientes para vencer o pleito sem a necessidade de um segundo turno.

Para o MDC, seu candidato à Presidência, Morgan Tsvangirai, obteve 50,3% dos votos e o atual presidente, Robert Mugabe, no poder desde 1980, ficou 43,8%.

Embora o Governo não dê dados precisos, sustenta que será necessária a realização de um segundo turno, e o partido governante, União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica(Zanu-PF), já decidiu participar do pleito.

O Zanu-PF pediu à Comissão Eleitoral que se faça uma apuração geral de votos afirmando ter detectado, em várias jurisdições, erros que podem prejudicar Mugabe. EFE sk/rr/gs

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