Roma, 14 jun (EFE).- O opositor Partido Democrata (PD) criticou duramente a decisão do Governo conservador de Silvio Berlusconi de destinar 2.

500 soldados para patrulharem as principais cidades italianas a fim de garantir a segurança, pois considera que o país ficaria militarizado.

Em declarações publicadas hoje pela imprensa local, a responsável pela defesa do PD, Roberta Pinotti, disse ser contra a militarização do território, que seria feita com a utilização do exército para "funções de segurança e ordem pública".

"Militares patrulhando a cidade é algo comum em locais como Bogotá, onde há risco de terrorismo. Não acho que a vida em cidades italianas se pareça com a da capital colombiana", afirmou o prefeito de Turim e membro do PD, Sergio Camparino, em entrevista ao jornal "La Stampa".

O ministro de Defesa italiano, Ignazio La Russa, anunciou na sexta-feira que disponibilizou 2.500 soldados para patrulharem as grandes cidades.

A utilização do exército para garantir a ordem pública será incluída no projeto de lei sobre segurança, apresentado em maio pelo Governo, e que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento. EFE ccg/fh/db

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