Oposição a Morales perde aliado, mas ainda controla Senado

La Paz, 19 ago (EFE).- A aliança opositora Poder Democrático e Social (Podemos) perdeu um aliado no Senado boliviano, mas ainda mantém o controle da Câmara Alta, frente ao Movimento Ao Socialismo (MAS), do presidente Evo Morales, confirmaram hoje fontes do Legislativo.

EFE |

Miguel Majluf, o único senador do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, disse hoje à Agência Efe que há um "distanciamento" do Podemos, pois a legenda "não estaria interpretando o verdadeiro sentimento do povo".

"É preciso fazer uma oposição responsável e fortalecer a democracia", disse Majluf ao criticar, como fizeram governadores opositores, a decisão tomada pelo Podemos em maio, de aprovar uma lei que permitia o referendo revogatório realizado há 10 dias.

Nessa consulta, Morales foi ratificado em seu cargo, com 67,4% dos votos, assim como os governadores regionais de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija. Dois governadores opositores, de La Paz e Cochabamba, tiveram seus mandatos revogados.

O Podemos ganhou no começo do ano a Presidência do Senado com seus 13 senadores, e o apoio de Majluf e de José Villavicencio, da União Nacional (UN), frente aos 12 do governamental Movimento Ao Socialismo (MAS) que, no entanto, agora também tem dissidentes.

Apesar da rejeição do MNR, o Podemos consegue manter o controle da Câmara Alta graças ao voto do senador José Villavicencio, que hoje ratificou, em declarações à Efe, que mantém sua aliança.

"Não se trata do Podemos, mas de haver uma força de oposição no Senado, pois é isso que gera o equilíbrio no Congresso. Vamos manter a aliança como oposição", justificou Villavicencio.

Há vários dias o Podemos vive uma crise interna, depois que três de seus 56 legisladores anunciaram que deixavam a aliança.

Também estão distanciados do Podemos os governadores de Pando e Beni, que foram ratificados em seus cargos no referendo de 10 de agosto, e o de La Paz, cujo mandato foi revogado na mesma consulta.

Por outro lado, a Corte Eleitoral arquivou, por descumprimento dos requisitos, o trâmite pelo qual o Podemos pedia para se transformar em partido político. EFE ja/gs

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