Oposição a Evo Morales inicia uma campanha de rejeição à nova Constituição

La Paz, 13 dez (EFE).- Governadores e líderes da oposição ao presidente da Bolívia, Evo Morales, iniciaram hoje na Bolívia uma campanha nacional de rejeição ao projeto de nova Constituição impulsionado pelo chefe de Governo, que se submeterá a referendo no dia 25 de janeiro.

EFE |

Assim anunciou o governador de Santa Cruz, Rubén Costas, que foi o porta-voz após a reunião mantida na cidade de Sucre pelos membros do Conselho Nacional Democrático (Conalde), órgão que reúne os opositores de vários departamentos.

Além de Costas, participaram do encontro seus colegas autonomistas de Tarija, Marío Cossío; Beni, Ernesto Suárez; Chuquisaca, Savina Cuéllar, e líderes dos comitês cívicos.

Costas anunciou uma "campanha nacional por amor à pátria e à liberdade", na qual usarão "todas as armas da democracia".

"Estamos firmes e com a mesma integridade de sempre e dispostos a continuar lutando e a seguir dando plena confiança ao que espera o povo boliviano", afirmou.

O texto constitucional que será votado em janeiro é o que ficou acertado entre o Governo e as forças opositoras do Congresso em meados de outubro passado, mas que os governadores autonomistas do país decidiram rejeitar.

O documento, que contém mais de cem modificações ao apresentado a princípio pela Assembléia Constituinte no final de 2007, está sendo divulgado pelo presidente Morales em uma campanha para conseguir um "sim" majoritário no referendo de janeiro.

Costas anunciou também que processará os promotores que detiveram e processaram no final de novembro os jovens crucenhos acusados de agredir chefes policiais de Santa Cruz durante os protestos registradas entre agosto e setembro.

Este processo se somará ao apresentado na semana passada por três governadores opositores contra o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, por sua suposta responsabilidade nas mortes ocorridas na região nortista de Pando em setembro. EFE lav/ma

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