Oposição a Chávez pede que OEA não se omita na Venezuela

Washington, 31 jul (EFE).- Uma delegação opositora venezuelana pediu hoje à Organização dos Estados Americanos (OEA) que não se omita perante a grave situação democrática e a falta de respeito à Constituição que diz acontecer na Venezuela.

EFE |

A delegação venezuelana, composta pelo opositor Wilmer Azuaje, um conhecido dissidente do Governo, e os deputados Ismael García e Juan José Molina, do Partido pela Democracia Social (Podemos), se reuniu hoje em Washington com o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.

Em comunicado divulgado pela organização, Insulza assegurou que lembrou à delegação a proposta que já havia feito antes, a de que os poderes Judicial e Legislativo, e não só o Executivo, poderiam recorrer também à OEA.

"É necessário destacar a importância das minorias dentro dos Parlamentos", disse Insulza. "A oposição é um elemento essencial da democracia", completou.

Em declarações à imprensa após o encontro, os deputados disseram que o secretário-geral da OEA se comprometeu a transmitir à organização o relatório redigido pela delegação, no qual condenam o que consideram uma concentração de poderes nas mãos do presidente Hugo Chávez.

Azuaje, García e Molina, que nesta quinta-feira acusaram Chávez de exercer um "capitalismo de Estado", assinalaram que o presidente está impondo "à força" o modelo político que apresentou na proposta de reforma constitucional de 2007, rejeitada em referendo popular.

Segundo García, Chávez "utilizou os poderes Judiciário e Legislativo" para "abolir a propriedade privada e escolher prefeitos que o povo não elegeu".

É a segunda vez em duas semanas que Insulza recebe uma delegação opositora a Chávez, já que há alguns dias ouviu as denúncias de prefeitos e governadores venezuelanos. EFE llb/rr

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