Operações contra rebeldes muçulmanos filipinos continuarão durante o Ramadã

Manila, 27 ago (EFE).- As operações militares realizadas no sul das Filipinas contra os chefes da Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI) pelo ataque de povoados cristãos e o assassinato de civis continuarão durante o mês do Ramadã, anunciou hoje o Governo do país.

EFE |

O objetivo é capturar Umbra Kato e Abdurahman Macapaar, conhecido como "Comandante Bravo", sobre quem pesa recompensa de 5 milhões de pesos filipinos (US$ 108.681), declarou o ministro da Presidência filipino, Eduardo Ermita, em sua entrevista semanal à imprensa.

Ermita disse que os dois insurgentes atearam fogo em casas e mataram civis inocentes, inclusive crianças, mulheres e idosos.

A FMLI se negou a entregar os rebeldes, mas se mostrou disposta a negociar uma punição, e pediu o fim das hostilidades.

A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, afirmou ontem que o Governo continua considerando válida a trégua que tinha com o FMLI e afirmou que mantém intacto o compromisso com o processo de paz negociado com a organização muçulmana separatista.

Os dados sobre as vítimas desde o começo dos ataques variam de acordo com as fontes: o Conselho Nacional de Coordenação de Desastres (NDCC, em inglês) reconhece 55 mortos e 362.475 desabrigados.

O Exército das Filipinas anunciou durante estas três semanas de enfrentamentos mais de 180 mortes, entre soldados, rebeldes e civis.

A pedido de Manila, um oficial malaio chegará ao país neste final de semana para tentar restabelecer as conversas de paz entre o Governo e o FMLI.

O conflito atual explodiu depois que a Corte Suprema impediu, no dia 5 de agosto, a assinatura oficial de um memorando de entendimento entre o Governo e os rebeldes.

O FMLI, fundado oficialmente em 1984, é a maior organização separatista das Filipinas, com mais de 12 mil militantes. EFE jgb/wr/gs

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