Operação internacional desarticula quadrilha que falsificava dólar e euro

Madri, 24 nov (EFE) - Uma quadrilha internacional que falsificava sob encomenda notas de dólar, euro e bolívares venezuelanos e que tinha sua base em Cúcuta, Colômbia, foi desarticulada em uma ação conjunta de vários países, informaram hoje fontes da Polícia espanhola.

EFE |

O grupo, com ramificações em Espanha e Estados Unidos, fraudava principalmente notas de US$ 100 e 50 euros, e as enviava depois à Europa escondidas em enciclopédias, informaram fontes do Corpo Nacional de Polícia da Espanha.

A operação, realizada em conjunto pelo serviço secreto americano, a Polícia colombiana, o escritório de Polícia da União Européia (Europol) e pela Polícia espanhola, permitiu a detenção de três pessoas em Cúcuta.

Durante o dia, a quadrilha colocava em funcionamento várias máquinas de impressão offset, utilizadas habitualmente para a edição de livros ou folders, o que lhes permitia elaborar as falsificações em grandes quantidades.

O envio aos países de destino ocorria através de pessoas, chamadas de "mulas", que transferiam os livros em sua mala ou através de remessas de pacotes postais.

A rota de distribuição da moeda falsa partia da Colômbia até a Venezuela e, posteriormente, em vôos diretos a Lisboa ou Madri, de onde as cédulas eram distribuídas a outras nações européias.

Nas revistas foram apreendidas 17 mil notas impressas de US$ 100, 220 negativos para a falsificação de cédulas de US$ 100, selos do tesouro que aparecem no dólar, marcas d'água, quadrantes, séries, fios de segurança, assim como 55 pranchas metálicas, um computador e papel já preparado para finalizar a impressão.

Os agentes também apreenderam 63 notas falsificadas de 50 euros, 8 folhas com impressões da cédula de 50 euros, várias folhas com impresso do holograma e desenhos da mesma, assim como uma máquina litográfica e uma cortadora industrial.

A investigação foi desenvolvida pela Brigada de Investigação do Banco da Espanha da Delegacia Geral de Polícia Judiciária da Polícia Nacional, em colaboração com o Corpo Técnico de Investigação da Colômbia, o serviço secreto americano e a Europol. EFE edr/db

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