Operação do papa foi solução mais razoável, diz porta-voz vaticano

Cidade do Vaticano, 20 jul (EFE).- A operação que o papa Bento XVI fez no pulso direito, que fraturou em 17 de julho no quarto em Les Combes (Alpes italianos) ao escorregar, foi a solução mais razoável e a melhor que podia ser tomada, e não há motivo algum para ficar preocupado, disse hoje o porta-voz do pontífice, Federico Lombardi.

EFE |

Com essas afirmações, Lombardi saiu à margem das declarações que apareceram hoje em diferentes jornais italianos por médicos especialistas, entre eles o professor Orfeo Soldati, chefe de cirurgia do Hospital Pellegrini, de Nápoles, que afirmou que foi utilizada uma técnica "já superada, que era usada há 15 anos e que agora está em desuso".

O papa, segundo Manuel Mancini, chefe de traumatologia do hospital de Aosta, que o operou, fez uma operação "de rotina", ligação a "céu aberto", que não precisou de corte, "mas a simples aplicação, através de orifícios, de alguns fios de metal, para manter o pulso em posição".

O pulso foi imobilizado com um aparelho feito com um material formado com fibras de vidro, em forma de tecido, que tem as mesmas funções do gesso e que o papa terá que usar por um mês, acrescentou o médico.

De acordo com Soldati, teria sido mais conveniente uma operação cirúrgica para recompor a fratura fixando internamente os fragmentos de ossos. A reabilitação, segundo o especialista, seria mais rápida, e em uma semana o papa já poderia utilizar a mão.

Lombardi ressaltou, em declarações à "Rádio Vaticano" que a modalidade de intervenção foi decidida "após uma reflexão realizada por pessoas competentes, levando em conta, como é natural e justo, o conhecimento direto do paciente e as circunstâncias concretas".

"É preciso ressaltar que as diferentes opiniões refletidas por médicos são teoria, no sentido em que não podem levar em conta os elementos determinantes do paciente, sua situação e as circunstâncias em que se encontra, que são elementos decisivos", afirmou Lombardi.

O porta-voz da Santa Sé acrescentou que acha "que se pode ter plena confiança em que, nessa situação, a solução adotada é a mais razoável e a melhor que se podia tomar, e não há motivo algum para ficar preocupado".

Lombardi disse também à "Rádio Vaticano", da qual é diretor, que a recuperação de Bento XVI "prossegue muito bem" e que hoje, após a visita feita ontem pelo papa à localidade de Romano Canaves, tirou o dia para descansar. EFE jl/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG