Operação corrige desvio de coluna que empurrava coração de britânica

Uma jovem de 18 anos cujo coração estava sendo empurrado devido a uma deformidade na coluna foi curada em uma cirurgia realizada em junho na cidade de Nottingham, na Grã-Bretanha. Koryn McFadden, que trabalha em uma creche, sofria de um tipo de escoliose (desvio lateral na coluna).

BBC Brasil |

Mas, no caso dela, o problema causava um efeito no qual o coração era empurrado mais de sete centímetros para a direita.

Os médicos que fizeram a operação, do hospital Queen's Medical Centre de Nottingham, afirmam que o coração de McFadden agora está no lugar certo.

Além disso, a britânica agora também pode ficar em pé com a coluna reta e sua altura aumentou em cinco centímetros.

"Estou me sentindo com três metros de altura e meus amigos adoram minha nova postura", afirmou.

Acidente
Os médicos descobriram o problema de McFadden em 2006 depois de ela se envolver em um acidente de carro e danificar uma vértebra de sua coluna.

Um exame de raio X mostrou a curvatura na coluna. De acordo com os médicos, o desvio vinha piorando com o passar dos anos.

"Sinto como se o acidente de carro tivesse sido destino, foi o único jeito de descobrir a escoliose", disse a paciente. "Sempre fui saudável e em forma, então, fiquei chocada quando vi o raio X de minha coluna. Inicialmente falei para a enfermeira que ela tinha trocado os exames."
Apesar de, inicialmente, a escoliose não apresentar sintomas, com o tempo McFadden começou a sentir dores diariamente e os médicos temiam que a curvatura estivesse pressionando o coração da jovem.

"Eu não conseguia sair da cama e faltava muito ao meu trabalho", disse McFadden.

Na operação de oito horas que corrigiu o problema, os médicos inseriram hastes de titânio de mais de 40 centímetros e dez pinos de metal na coluna dela.

"Eu estava absolutamente aterrorizada por ter que passar por uma operação tão grande, mas valeu a pena", disse.

"Se a escoliose não for tratada, vai causar efeitos graves na função cardíaca e reduzir a capacidade respiratória, pois os pulmões ficam menores", afirmou uma porta-voz da ONG britânica especializada no problema, a Scoliosis Association.

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