Madri, 1 jul (EFE).- Três pessoas foram detidas hoje na Espanha acusadas de manter ligações com o terrorismo islamita, informaram fontes da investigação.

Dois homens, supostamente de nacionalidade marroquina, foram detidos na cidade de Lepe, no sul da Espanha, e um terceiro em Azkoitia, na província basca de Guipúzcoa, no norte do país.

A operação, realizado pela Guarda Civil em diferentes pontos do país, é dirigida pelo juiz da Audiência Nacional espanhola Ismael Moreno, e visa deter um grupo dedicado ao financiamento da jihad islâmica.

Os detidos na Andaluzia se dedicavam a obter financiamento por meio da venda de objetos falsificados, informaram à Efe fontes da investigação.

O dinheiro obtido era enviado a Irã, Paquistão, Afeganistão e Argélia, segundo as mesmas fontes.

Fontes jurídicas assinalaram que os detidos devem prestar declaração na Audiência Nacional na próxima sexta-feira.

A Audiência Nacional, com sede em Madri, é o tribunal espanhol que se ocupa dos casos de maior relevância, como os relacionados ao terrorismo.

No início de junho, esse tribunal processou 11 islamitas acusados de planejar um atentado suicida contra a rede de transportes públicos da cidade de Barcelona em janeiro.

O juiz Ismael Moreno acusa os 11 (nove paquistaneses e dois indianos), dos crimes de participação em grupo armado e posse de explosivos.

O atentado suicida contra a rede de transporte público de Barcelona supostamente havia sido programado para o fim de semana de 18 a 20 de janeiro, quando foram detidos.

Em 10 de junho, a Polícia espanhola realizou uma operação em diversas cidades do país contra uma suposta rede de apoio aos terroristas da organização Al Qaeda para o Magrebe Islâmico, na qual foram detidos oito argelinos nas províncias de Barcelona, Castellón (no nordeste mediterrâneo) e Navarra (norte).

Esta última operação policial não teve relação com a desenvolvida em Barcelona em janeiro.

A Espanha foi alvo de um atentado terrorista múltiplo cometido em 11 de março de 2004, no qual 191 pessoas morreram e mais de 1.800 ficaram feridas após a explosão de 10 bombas colocadas em quatro trens nos arredores de Madri. EFE nac/gs

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