Operação Betancourt teve assessoria de israelenses

Dois conselheiros israelenses participaram nos preparativos do Exército da Colômbia para libertar 15 reféns da guerrilha das Farc, entre eles Ingrid Betancourt, informou a rádio militar de Israel.

AFP |

A emissora não revelou detalhes sobre o papel dos assessores e se limitou a recordar que, depois da libertação, Ingrid Betancourt comparou a operação das tropas colombianas às do Exército israelense.

O porta-voz do ministério israelense da Defensa, Shlomo Dror, não confirmou nem desmentiu a notícia.

"O ministério não pode dar nenhuma informação sobre a ação de conselheiros militares israelenses", declarou à AFP.

No entanto, confirmou que empresas privadas israelenses de segurança atuam na Colômbia com autorização do ministério.

Já o general da reserva Israel Ziv, diretor na Colômbia de uma empresa de assessores das forças especiais colombianas, afirmou à imprensa ter contribuído para o sucesso da operação.

"Fornecemos às forças especiais meios sofisticados para combater a guerrilha", declarou ao jornal Yediot Aharonot.

Segundo o ex-comandante de operações do Exército, sua empresa está "profundamente envolvida" na assessoria às forças especiais colombianas, que possuem material ultramoderno como o fuzil de assalto israelense Tavor de mira holográfica, fuzis M-4 e helicópteros Blackhawk americanas.

Estas unidades colombianas são assessoradas por mais de mil boinas verdes americanos, assim como por instrutores israelenses e membros das forças de elite britânicas SAS.

ms/fp

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