Operação antiterrorista detém 12 na Inglaterra

Londres, 8 abr (EFE).- Doze homens foram detidos hoje em várias operações realizadas durante uma ampla operação antiterrorista no noroeste da Inglaterra, informou a Polícia do condado de Greater Manchester, que a princípio falou em dez detenções.

EFE |

As operações foram realizadas pela unidade antiterrorismo do noroeste inglês, com apoio de agentes de três corpos da Polícia dessa área, uma vez que há a revista de diversos imóveis.

As detenções ocorreram em oito imóveis, afirmou a Polícia de Greater Manchester, enquanto continuam várias revistas a domicílios.

"Atualmente, não podemos confirmar o endereço (dos imóveis que foram objeto da ação) ou qualquer outra informação relacionada com esta operação. Serão divulgados mais detalhes esta tarde assim que estiverem disponíveis", afirmou uma porta-voz da Polícia de Greater Manchester.

Embora as forças de segurança não tenham oferecido mais detalhes, a rede pública britânica "BBC" informou que dez dos suspeitos são cidadãos paquistaneses com visto de estudante.

A Polícia fez revistas em um cibercafé de Cheetham Hill (Manchester), na Universidade John Moores de Liverpool e em uma pensão de Clitheroe (Lancashire).

Em imagens transmitidas pela "BBC", vários agentes fortemente armados aparecem perto de uma pessoa caída no chão e aparentemente algemada.

Segundo a rede "Sky News", que citou "fontes não oficiais", trata-se de "uma operação antiterrorista muito grande" relacionada a "um grande complô ou vários complôs".

Um porta-voz da Polícia de Greater Manchester citado pela "BBC" foi perguntado sobre se a operação tem ligação com uma ameaça terrorista no Reino Unido ou no exterior, e se limitou a responder que as forças da ordem reagiram na hora "apropriada".

De acordo com a agência "Press Association" ("PA"), as operações foram antecipadas após os agentes detectarem o vazamento de algumas informações de segurança.

Concretamente, o subcomissário Bob Quick, chefe de operações especiais da Scotland Yard, foi visto com documentos secretos ao chegar a Downing Street, residência e escritório oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

Em alguns papéis que Quick carregava debaixo do braço, via-se claramente um branco com a palavra "secret" (secreto) escrita e referente a uma operação antiterrorista em curso.

Segundo a "PA", a notícia, que não pôde ser publicada por motivos legais, continha nomes de autoridades policiais, lugares e detalhes sobre ameaças estrangeiras.

Quick, que se reuniria hoje com Brown e com a ministra do Interior, Jaqui Smith, pediu desculpas pelo deslize, afirmou um porta-voz da Scotland Yard. EFE pa/an/db

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