Operação antidrogas no Rio de Janeiro deixa 5 mortos e 1 ferido

Rio de Janeiro, 20 abr (EFE).- Ao menos cinco pessoas morreram e outra ficou ferida hoje em um operação da Polícia contra a organização que controla o tráfico de drogas em Vila Aliança, uma favela na zona oeste do Rio de Janeiro.

EFE |

As cinco vítimas foram identificadas pelas autoridades como narcotraficantes.

Três delas morreram depois da explosão do automóvel em que tentavam fugir e que foi atingido por balas disparadas por um tanque blindado da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Os outros dois supostos criminosos morreram na troca de tiros com os agentes que ocuparam o bairro.

A operação tinha como objetivo a captura de Marcio José Sabino, chefe do grupo de narcotraficantes que controla tanto Vila Aliança como a favela vizinha de Coreia, em Bangu.

No entanto, o líder criminoso conseguiu escapar do cerco das autoridades.

A Polícia ocupou a favela de Vila Aliança depois que um juiz expediu ordens de captura contra Sabino, conhecido como o "Matemático" que estava foragido desde 2009, e contra outros 39 membros de sua organização.

Segundo fontes policiais, um dos homens que estava no veículo que explodiu seria um narcotraficante conhecido como Pato, o segundo na hierarquia do grupo criminoso.

Os outros dois seriam dois criminosos conhecidos como Negueba e Zelo, responsáveis pela segurança de Pato.

Durante a operação a Polícia recuperou dois fuzis, uma submetralhadora, duas pistolas, uma granada, um rádio de comunicador, dois coletes à prova de balas e munição.

De acordo a imprensa, um homem de 57 anos teve que ser levado a um hospital ao sofrer um princípio de infarto depois que seu veículo também explodiu ao ser atingido pelo automóvel em que Pato e seus dois guarda-costas estavam.

As disputas entre grupos rivais pelo controle do tráfico de drogas nas principais favelas do Rio de Janeiro transformaram a cidade em uma das mais violentas do Brasil.

A população das favelas costuma ser vítima das disputas entre narcotraficantes e grupos paramilitares integrados por policiais, ex-policiais e bombeiros que também disputam o controle dos bairros.

EFE cm/pb

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