Opep vai cortar produção em 1,5 milhão de barris

Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciaram nesta sexta-feira em Viena que vão cortar a produção em 1,5 milhão de barris por dia, para tentar reverter a queda dos preços internacionais. A reunião de emergência, originalmente planejada para novembro, foi convocada devido a preocupações crescentes com o impacto da crise financeira no mercado de petróleo.

BBC Brasil |

Os preços do petróleo atingiram o nível mais baixo em 16 meses devido à crise. Na quinta-feira, os preços recuperaram-se levemente, com a expectativa de corte na produção da Opep.

O preço recorde do barril foi registrado em julho deste ano: US$ 147 por barril de US light crude. Desde então, os preços caíram muito. Na quinta-feira, o preço do barril subiu US$ 1,60, atingindo US$ 70.

Divisão
Doze dos integrantes da Opep queriam reduzir a produção para fazer os preços subirem. A Venezuela defendia que a produção fosse cortada em um milhão de barris por dia - ou 3% da produção total da Opep. O Irã queria cortar o dobro disso.

O setor público do Irã depende quase totalmente das exportações. Alguns cálculos apontam que o Irã perde US$ 1 bilhão de receita por ano para cada dólar reduzido do preço do barril de petróleo.

Já a Arábia Saudita foi contra a redução. O ministro do Petróleo do país, Ali al-Naimi, disse na quinta-feira que o preço deveria ser determinado pelo mercado.

A Arábia Saudita é o maior produtor de petróleo da Opep. Uma das preocupações do país, segundo o correspondente de economia da BBC Andrew Walker, é evitar que países compradores procurem alternativas energéticas, no caso de o preço do petróleo subir demais.

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