Os países da Opep, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, precisam implementar os cortes de produção acordados se quiserem estabilizar os preços do produto, alertou o presidente do cartel, Chakib Khelil, neste domingo. Khelil disse que os mercados estão esperando os cortes acertados em Viena, no mês passado, e afirmou que a Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo, tem um papel fundamental para o sucesso da decisão.

"É isso que os mercados esperam agora: ver que realmente há uma redução no mercado e não levar em conta apenas as declarações das diferentes pessoas envolvidas. É o que se vê no mercado que afetará os preços", afirmou Khelil, que também é ministro das Minas e Energia da Argélia.

A decisão do cartel de cortar a produção em 1,5 milhão de barris por dia - o que representa cerca de 5% - foi tomada no dia 24 de outubro, como uma forma de controlar a queda nos preços de petróleo.

A Opep espera que a medida estabilize o preço do barril entre US$ 70 e US$ 80, mas a decisão foi criticada por vários líderes, incluindo o premiê britânico, Gordon Brown, que está fazendo um tour pelo Golfo Pérsico.

Brown voltou a pedir um mercado de petróleo mais estável, neste domingo, falando da necessidade de "uma transição sustentável para uma economia com emissões de carbono reduzidas".

O ministro da Energia do Catar, Abdullah bin Hamad al-Attiyah, rejeitou as críticas ao corte na produção, dizendo que há muito petróleo que não está sendo vendido por causa da situação econômica internacional.

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