Opep discutirá cotas se preço do petróleo cair, diz Irã

TEERÃ (Reuters) - O ministro do Petróleo do Irã alertou neste sábado que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que aumentaram a produção do produto precisam ter o controle da situação caso os preços caiam mais, informou uma agência de notícias estatal. O ministro Gholamhossein Nozari aparentemente referia-se a qualquer país que esteja produzindo mais petróleo do que sua cota na Opep, mas não mencionou uma nação específica do cartel, que tem 13 membros.

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A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo e que tem repetidamente prometido manter o mercado abastecido, está produzindo mais do que sua cota. Durante o mês de julho, sua produção foi de 9,7 milhões de barris por dia, a maior desde 1981.

Nozari disse que a Opep discutiria o 'cumprimento de cotas' em seu encontro de setembro se o preço do petróleo continuasse caindo, afirmou a agência IRNA. Os preços do petróleo caíram em julho após terem atingido um valor recorde.

'A Opep, como órgão responsável pelo controle do mercado, terá de prestar vez mais atenção ao cumprimento das cotas e creio que a Opep dará atenção especial a esse assunto', acrescentou Nozari.

'No caso de uma queda contínua no preço do petróleo, uma das principais discussões no encontro da Opep será o cumprimento das cotas de uma forma que os países que aumentaram a produção tenham que controlá-la', afirmou.

O preço do barril de petróleo nos EUA subiu 1,02 dólar na sexta-feira, chegando a 125,10 dólares, após Israel ter alertado que o Irã está perto de um grande avanço em seu programa nuclear, levantando temores de que um potencial confronto possa interromper o abastecimento.

Mesmo assim, o preço ainda está bem abaixo dos 147 dólares do dia 11 de julho. Preocupações sobre a economia norte-americana e de outras grandes nações consumidoras ajudaram a derrubar os preços.

O Irã tem dito que o mercado já é bem-abastecido. O país culpa o dólar fraco e fatores geopolíticos pelo aumento dos preços nos últimos anos.

(Reportagem de Hashem Kalantari)

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