Onze são acusados de linchamento de uigures na China

Pequim, 23 set (EFE).- Onze chineses da etnia han - majoritária na China - foram acusados hoje formalmente por envolvimento no linchamento de uigures que gerou os protestos raciais em Urumqi, no sul da China, em julho, que deixou 200 mortos.

EFE |

Segundo a agência "Xinhua", a acusação ocorre três meses depois do linchamento, em 26 de junho, em uma fábrica em Shaoguan (província de Cantão), onde morreram dois trabalhadores uigures e centenas ficaram feridos.

Segundo a imprensa chinesa informou então, o linchamento aconteceu depois que um ex-empregado chinês, insatisfeito com a chegada dos uigures, espalhou um boato de que tinham abusado sexualmente de uma jovem.

A impunidade dos protagonistas do linchamento, operários da fábrica, provocou a ira dos uigures em Urumqi (capital de Xinjiang), que em 5 de julho protagonizaram um protesto que gerou um conflito étnico que deixou, até hoje, mais de 200 mortos.

Segundo informou hoje o promotor do distrito de Wujiang, em Shaoguan, Xiao Jianhua e outros quatro suspeitos são acusados de atacar intencionalmente as pessoas na fábrica de brinquedos.

A acusação da Promotoria não inclui morte proposital, segundo a "Xinhua".

Enquanto isso, Lu Xiaoqiang e outros cinco teriam participado de uma revolta de grupo, afirmou a Promotoria, que acrescentou que os 11 acusados "ignoraram a lei e causaram vítimas e perdas de propriedade graves". EFE mz/an

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