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Onze camponeses que erradicavam cultivos de coca morreram na Colômbia em 2008

Bogotá, 22 ago (EFE).- Onze camponeses colombianos contratados pelo Estado para erradicar cultivos ilegais morreram e outros 36 ficaram feridos neste ano por causa da explosão de minas colocadas pela guerrilha, informou hoje o jornal El Tiempo.

EFE |

Os números são quase três vezes maiores que os de 2007, em conseqüência de as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) utilizarem artefatos explosivos "mais difíceis de detectar", segundo disseram ao diário fontes oficiais.

Segundo a Agência Presidencial para a Ação Social e a Cooperação Internacional, responsável pelo programa de erradicação de cultivos ilegais, a guerrilha passou a camuflar as minas antipessoais em meio aos plantios de coca.

"As minas não são rastreadas, nem por cachorros nem por detectores, apesar da dedicação das equipes", assinalou Eugenia Restrepo Uribe, diretora dos Grupos Móveis de Erradicação (GME).

Fontes do Governo assinalaram ao jornal que "os grupos armados irregulares, especialmente as Farc, encontraram uma maneira de enganar os detectores de minas do Exército e da Polícia".

Nos últimos três anos, 40 pessoas dedicadas a detectar as minas morreram, ao tempo que outras 51 ficaram feridas.

As duas últimas vítimas foram Froilán Valencia Coronado e Luis Alfonso Castro, mortos em 8 de agosto, em uma zona rural do município de Valle del Guamuez (Putumayo). EFE rrm/gs

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