ONU vai enviar representante para o Quirguistão

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou nesta quinta-feira, em Viena, uma chamada urgente ao diálogo pacífico no Quirguistão e anunciou que na sexta viajará ao país um enviado especial das Nações Unidas.

EFE |

"Enviarei com urgência um representante, Jan Kubis, que viajará amanhã (sexta)", disse Ban em entrevista coletiva, depois de se reunir em Viena com o ministro de Exteriores da Áustria, Michael Spindelegger.

O secretário-geral comentou que, em sua visita a Biskek, há menos de uma semana, sentiu "tensões no ar" e expressou ao presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, sua preocupação, destacando a necessidade de respeito aos direitos humanos e à liberdade de imprensa.

AP
Manifestantes posam no gabinete do presidente Bakiev em Bishkek

Manifestantes posam no gabinete do presidente Bakiev em Bishkek

Ban acredita que ele foi, no sábado passado, a última autoridade internacional que falou com Bakiev antes dos distúrbios que lhe obrigaram a abandonar a capital do país.

"Mantive um encontro com o presidente e outras personalidades. Tive a impressão de que havia tensões no ar (...) mas acho que a pressão crescia havia meses", assinalou.

"Deixei palavras claras sobre o quão importante é a proteção aos direitos humanos, e a garantia da liberdade de imprensa e liberdade de reunião", destacou Ban, referindo-se ao fechamento de uma emissora de televisão quirguiz poucos dias antes de sua chegada a Biskek.

"A imprensa é um motor para o bem-estar de um país. Estou muito preocupado perante a violência, que matou dezenas de pessoas, feriu centenas", acrescentou.

Após fazer uma "chamada urgente" a uma negociação pacífica entre as partes em conflito, Ban assinalou que o Casaquistão, como presidente da Organização para a Cooperação e Segurança na Europa (OSCE), enviará também um "representante de alto nível", que coordenará as ações ao lado de Kubis.

Ban viajou para Viena partindo do Casaquistão após concluir uma visita de quase uma semana às cinco ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central.

Os tumultos ameaçam a relativa estabilidade dessa ex-nação soviética, que abriga uma base militar dos EUA que é chave para o fornecimento de material militar para a luta contra a milícia islâmica Taleban no vizinho Afeganistão. O país também é visto como área de influência estratégica pela Rússia.


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