Genebra, 16 jan (EFE).- A cidade haitiana de Leogane, a oeste de Porto Príncipe, teve 90% de suas construções destruídas pelo terremoto de terça-feira, revelou hoje uma fonte da ONU.

Elizabeth Byrs, porta-voz do escritório humanitário das Nações Unidas (OCHA, na sigla em inglês), disse à Agência Efe que entre 5 mil e 10 mil pessoas morreram na localidade, que tinha 134 mil habitantes.

Segundo dados da Polícia local citados pela funcionária, "os corpos dos mortos ainda não foram tirados dos edifícios destruídos" e a cidade precisa urgentemente de "equipes médicas, alimentos e barracas".

Já Gressier e Carrefour, com 25 mil e 334 mil habitantes, respectivamente, viram "entre 40% e 50% dos edifícios" irem abaixo, destacou Byrs.

Em Gressier, onde os cadáveres também permanecem nas ruas e em meio aos escombros, um dos edifícios destruídos foi o da Polícia.

Já na cidade de Carrefour, uma equipe de socorristas trabalha no resgate de feridos e "há acesso à comida e restrições no acesso à água". Porém, falta "atendimento médico", segundo Byrs.

A porta-voz destacou que, desde o terremoto, 27 equipes de busca, com um total de 1.500 membros e 115 cães farejadores, trabalham para tirar pessoas presas nos escombros dos prédios que caíram.

Até a noite da sexta-feira, "58 pessoas foram resgatadas com vida", acrescentou a funcionária, segundo quem as buscas continuam.

No momento, uma das principais preocupações da ONU é com o "transporte, as comunicações e a falta de gasolina".

"A gasolina está acabando e faltam ambulâncias para transportar os feridos. Todos os meios alternativos possíveis para transportá-los estão sendo utilizados", acrescentou Byrs.

A porta-voz da OCHA se mostrou angustiada com o destino de inúmeros funcionários da ONU no Haiti, onde quase 200 deles estão desaparecidos.

"O diretor de nosso escritório em Porto Príncipe perdeu a mulher e os filhos no terremoto", disse Byrs, à beira das lágrimas. EFE vh/sc

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