ONU suspende cooperação eleitoral com Honduras

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, suspendeu temporariamente a cooperação com o Supremo Tribunal Eleitoral de Honduras. (Ban) não acredita que o país está em condições de realizar eleições com credibilidade, diz o comunicado, divulgado pela porta-voz Michele Montas.

BBC Brasil |


A ONU começou a oferecer apoio técnico ao Tribunal hondurenho em setembro de 2008. Entre a ajuda prestada pela Organização estão treinamento de mesários e a elaboração de um projeto de contagem de votos.

O texto divulgado nesta quarta-feira afirma ainda que a ONU está preocupada com a situação atual em Honduras e com a violação dos direitos humanos no país.

AP
Manifestante pró-Zelaya joga pedra em policiais nesta quarta-feira

Manifestante pró-Zelaya joga pedra em policiais nesta quarta-feira

No comunicado, as Nações Unidas voltaram a afirmar que respeitam a inviolabilidade da missão diplomática do Brasil em Tegucigalpa.

Lula

Ainda nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não reconhecerá o pleito presidencial de Honduras, marcado para 29 de novembro pelo governo interino.

O presidente disse ainda que se encontrará com o presidente dos Estados Unidos, Barack bama, para discutir a crise em Honduras.

Em entrevista a jornalistas em Nova York, onde participou da Assembleia Geral da ONU, Lula disse que o encontro será realizado em Pittsburgh, onde os chefes de Estado participarão, a partir desta quinta-feira, da Cúpula do G20.

"Acho que os americanos têm tomado as atitudes corretas, eles têm avançado. Certamente vou pedir o apoio dele", disse Lula.

Lula afirmou também que o Brasil não irá conceder asilo político ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde o seu retorno ao país na segunda-feira.

O presidente interino, Roberto Micheletti, havia pedido que o governo brasileiro entregue Zelaya à Justiça hondurenha ou conceda asilo político a ele. Segundo Lula, Zelaya "não precisa de asilo" porque é o presidente eleito democraticamente.

Lula afirmou também que o Brasil "não pode permitir que o caso de Honduras fique sem a compreensão das Nações Unidas e do Conselho de Segurança".

"Já tivemos a experiência de golpes militares no Brasil, na Argentina, no Uruguai e em tantos outros países e não queremos que isso se repita e isso que aconteceu em Honduras é um sinal muito ruim do que pode acontecer em outros países", afirmou o presidente.

OEA

Nesta quarta-feira, o Departamento de Estado americano confirmou que o país está avaliando o pedido do governo brasileiro para a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a crise em Honduras. "Como estamos com a presidência do Conselho neste mês, estamos trabalhando neste pedido", afirmou Kelly.

O porta-voz afirmou ainda que o governo interino de Honduras convidou um grupo de chanceleres de países da Organização dos Estados Americanos (OEA) para uma viagem a Tegucigalpa a fim de participar de negociações para solucionar a crise no país.

"O ministro das Relações Exteriores do regime de facto, Carlos Lopez Contreras, convidou publicamente um grupo representativo de ministros da OEA para irem a Tegucigalpa para promover o diálogo", disse Ian Kelly, porta-voz do Departamento do Estado. Kelly não deu mais detalhes sobre o convite ou sobre quando essa visita vai ocorrer.

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