Nações Unidas, 18 mar (EFE).- A ONU apresentou hoje um relatório com oito recomendações para evitar que vítimas do terrorismo fiquem desamparadas ou que seu sofrimento seja esquecido pelo resto da sociedade.

O documento, apresentado num ato na sede das Nações Unidas, reúne as observações e conclusões do primeiro encontro mundial de vítimas do terrorismo, que a organização realizou em setembro de 2008.

Além de vários especialistas, a reunião teve como participantes a franco-colombiana Ingrid Betancourt, libertada no ano passado após passar sete anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

No prólogo do relatório, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reconhece que "as necessidades das vítimas do terrorismo foram esquecidas e ficaram sem ser atendidas por muito tempo".

"As vítimas do terrorismo são os verdadeiros heróis da luta global contra o terrorismo e os que tiveram a sorte de assistir à reunião (de setembro passado) ficaram honrados pela coragem que demonstraram", escreveu.

Segundo Ban, as oito recomendações incluídas no documento oferecem à comunidade internacional passos específicos para proteger a dignidade das vítimas e dar-lhes uma voz.

O relatório, entre outras coisas, aconselha que as leis nacionais e internacionais sejam reformadas para assegurar às vítimas um status legal e a proteção de seus direitos.

Além disso, propõe a criação de uma equipe internacional de assistência que possa se deslocar com rapidez até os cenários de ataques terroristas e redobrar os esforços para dar maior visibilidade aos afetados por estas ações.

Ao mesmo tempo, o documento pede que seja assegurado o acesso das vítimas ao atendimento médico, que estas recebam apoio financeiro e que melhore a colaboração com a imprensa para a cobertura do fenômeno terrorista "melhore". EFE jju/sc

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