ONU sobe para 36 o número de funcionários mortos no Haiti

Nações Unidas, 14 jan (EFE).- A ONU informou hoje que já são 36 os mortos entre os funcionários que fazem parte da Missão de Estabilização no Haiti (Minustah) em consequência do devastador terremoto ocorrido na terça-feira no país caribenho.

EFE |

As vítimas foram contabilizadas entre as pessoas que estavam no prédio da Minustah em Porto Príncipe, na capital haitiana, conhecido como Hotel Christopher, e em onde cerca de cem pessoas trabalhavam no momento da catástrofe.

Um dos responsáveis da ONU no Haiti, David Wimhurst, informou durante uma videoconferência entre Nova York e Porto Príncipe que as vítimas são quatro policiais, 19 militares e 13 civis.

Wimhurst afirmou que esperam encontrar mais corpos nas próximas horas.

Anteriormente, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon tinha confirmado em entrevista coletiva a morte de 22 soldados das forças internacionais de paz e que eram 150 os considerados desaparecidos.

Posteriormente, o escritório do porta-voz da ONU detalhou que os quatro policiais mortos são da Argentina (1), de Burkina Fasso (1) e do Níger (2).

Ban contou também que entre as pessoas ainda não localizadas estão o responsável pela Minustah, o tunisiano Hedi Annabi, e seu adjunto, o brasileiro Luiz Carlos da Costa.

Por sua vez, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, disse hoje que "a situação é extremamente preocupante", ao tempo que alertou da grande escala do desastre e dos possíveis números finais de pessoas mortas, assim como dos problemas médicos em que está o país está enfrentado.

Holmes insistiu em que a prioridade da ONU no Haiti é "a busca e o resgate de sobreviventes sob os escombros e salvar todos os que puderem ser resgatados".

Informou que já chegaram ao país equipes de salvamento de diferentes nações, embora tenha reconhecido que há sérios problemas no aeroporto de Porto Príncipe que dificultam a chegada de ajuda.

"Estamos fazendo tudo o que podemos nessa frente para que a situação melhore o mais rápido possível", acrescentou Holmes, quem voltou a lembrar que o maior desafio da ajuda internacional reside "na área da saúde", já que as infraestruturas médicas do país ficaram "gravemente danificadas".

O subsecretário defendeu assim a necessidade de fazer chegar ao país caribenho o maior número possível de equipes médicas, assim como água, alimentos e barracas de acampamento para abrigar às vítimas.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado em "centenas de milhares" de mortos.

Até agora, o Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE emm-dvg/dm

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