ONU segue discutindo medidas após ataque israelense a navios

Conselho de Segurança das Nações Unidas foi convocado a pedidos de Turquia, Líbano e da Autoridade Nacional Palestina

EFE |

O Conselho de Segurança da ONU ainda prossegue as discussões sobre as medidas que irá tomar após o ataque de Israel a uma frota de navios de ajuda humanitária, no qual morreram pelo menos dez pessoas e cerca de 30 ficaram feridos.

O Conselho, convocado a pedido de Turquia e Líbano e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), está em reunião há mais de oito horas e estuda agora a segunda minuta de uma resolução que "condena os atos que causaram a perda de pelo menos dez vidas e deixaram muitos feridos". Os países analisam uma minuta de declaração presidencial que pede "uma investigação transparente, rápida, independente e credível em conformidade aos padrões internacionais".

O principal obstáculo da negociação do Conselho, que após um debate público passou a ser realizado de portas fechadas, é se essa investigação acontecerá em nível internacional e de forma independente, tal como pede a Turquia, ou se será unicamente realizada por Israel, tal como preferem os Estados Unidos, disseram diversas fontes diplomáticas.

Durante seu discurso perante o Conselho de Segurança, o embaixador adjunto dos EUA, Alejandro Wolff, disse que Washington espera "uma investigação transparente" de Israel sobre o incidente. Por sua parte, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, o diplomata argentino Oscar Fernández-Taranco, assinalou que Israel tem que dar "todas as explicações" e realizar uma "investigação completa" sobre o incidente.

Na minuta que o Conselho de Segurança estuda agora também é ressaltado que "a situação de Gaza não é nem aceitável nem sustentável", em referência ao bloqueio que Israel impôs em 2007. Também ressalta que "a única solução viável ao conflito palestino-israelense passa por um acordo negociado entre as partes e dois Estados, um deles um Estado palestino independente e viável, vivendo em paz e segurança com Israel e outros vizinhos".

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