ONU se dispõe a aumentar sanções contra Pyongyang

O Conselho de Segurança da ONU prepara-se nesta sexta-feira para aprovar um projeto de resolução que aumenta as sanções em vigor contra a Coreia do Norte depois de seu teste nuclear de 25 de maio.

AFP |

O Conselho adiou para as 16H00 GMT, 13H00 de Brasília, sus reunião, na sede das Nações Unidas, em Nova York, quando debaterá um novo texto com a relação de punições, estabelecendo, especialmente, um sistema reforçado de inspeções de cargas aéreas, marítimas ou terrestres com destino a ou procedentes da Coreia do Norte; além disso, amplia o embargo vigente sobre armas e incrementa as sanções econômicas.

O governo de Pyongyang está atualmente submetido a sanções previstas pela resolução 1718, aprovada pelo Conselho de Segurança em outubro de 2006, depois do primeiro teste nuclear norte-coreano.

O novo projeto, redigido pelos Estados Unidos, foi objeto de duas semanas de árduas negociações com os outros quatro membros permanentes do Conselho (China, França, Grã-Bretanha e Rússia), Japão e Coreia do Sul.

Segundo diplomatas, as potências ocidentais propuseram, sem êxito, incluir no texto a implementação de um sistema obrigatório de inspeções em alto-mar para cargueiros suspeitos. A ideia foi rejeitada por China e Rússia.

Conseguiu-se, finalmente, um compromisso a respeito, e o projeto a ser votado nesta sexta-feira "conclama" os Estados a controlarem em alto-mar navios suspeitos de transportarem armas proibidas para ou procedentes da Coreia do Norte.

O texto "condena com termos mais fortes" o novo teste atômico efetuada por Pyongyang no dia 25 de maio, "exigindo que Coreia do Norte se abstenha de realizar novas provas ou disparos de foguetes que utilizem a tecnologia de mísseis".

Também exige que a Coreia do Norte "abandone todos seus programas de armas nucleares por completo, de maneira irreversível e verificável".

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