ONU revela que há áreas do Haiti com 50% de destruição

GENEBRA - Um primeiro reconhecimento aéreo feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti revelou que há áreas com 50% de destruição ou graves danos, afirmou nesta sexta-feira o Escritório para a Corrdenação de Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU.

EFE |

Organizações internacionais de ajuda humanitária dizem que a situação agora no Haiti é de uma corrida contra o tempo para atender aos feridos e localizar possíveis sobreviventes presos debaixo dos escombros.


Situação humanitária no Haiti é precária / Reuters

O coordenador de ajuda de emergência das Nações Unidas no Haiti, John Holmes, afirmou que a infraestrutura que resistiu ao tremor está sobrecarregada e dificulta os trabalhos de resgate.

Segundo o porta-voz da força de paz da ONU no país, David Wimhurst, está crescendo a impaciência entre os haitianos pela demora na chegada de ajuda.

"Eles querem que nós os ajudemos, o que é, claro, o que queremos fazer", afirmou.

Segundo ele, os haitianos veem veículos da ONU patrulhando as ruas para manter a calma, e não provendo ajuda, e "estão pouco a pouco ficando mais bravos e impacientes".

Ruas bloqueadas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu um grande pacote de ajuda, mas advertiu que isso pode levar tempo para chegar à população em geral do país.

Na quinta-feira, a França anunciou a organização de uma conferência internacional para a reconstrução do Haiti, com a ajuda dos Estados Unidos, do Brasil e do Canadá.

Mas nas ruas de Porto Príncipe, há ainda poucos sinais de qualquer esforço coordenado de ajuda.

Aviões faziam fila para pousar no aeroporto da capital, enquanto o principal porto haitiano ficou muito danificado para ser usado. Muitas ruas estão bloqueadas por escombros.

Corpos se acumulam nas ruas e escavadeiras são usadas para retirar os mortos, em meio a relatos de uma crescente frustração da população pela falta de assistência.

"Ouvimos no rádio que equipes de resgate estão chegando do exterior, mas nada está chegando até nós", reclama Jean-Baptiste Lafontin Wilfried, morador de Porto Príncipe. "Temos apenas nós mesmos para cuidar dos sobreviventes", disse.

Equipes de resgate

Em um pronunciamento em Washington na quinta-feira, Obama disse que equipes de resgate americanas já estavam trabalhado no Haiti e que outras estavam a caminho.

Ele prometeu ao Haiti "cada elemento de nossa capacidade nacional, de nossa diplomacia, de nossa assistência ao desenvolvimento, o poder de nossas forças militares e, mais importante, a compaixão de nosso país".

"Às pessoas do Haiti, dizemos claramente e com convicção, vocês não serão abandonados, não serão esquecidos", afirmou.

Obama também prometeu o envio imediato de US$ 100 milhões em ajuda humanitária para o Haiti e disse que o montante cresceria ao longo do ano para ajudar nos esforços de reconstrução do país.

O Banco Mundial também anunciou o envio de US$ 100 milhões em ajuda emergencial, enquanto que o Programa Mundial de Alimentos da ONU está organizando o envio de 15 mil toneladas de alimento.

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