Genebra, 30 mar (EFE).- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgou hoje um relatório que revela como a corrupção no Afeganistão está agravando a pobreza extrema em que vive a maior parte da população, assim como a desconfiança geral das pessoas frente às missões internacionais presentes no país.

Em uma extensa análise da situação de pobreza no Afeganistão, o organismo assinala que as autoridades e outras entidades que controlam o poder "raramente tomam decisões no interesse da maioria da população".

Ao contrário, "muito frequentemente utilizam sua posição para atender aos próprios interesses em detrimento do bem geral", constata o relatório A arraigada impunidade, os corrompidos processos democráticos e as normas culturais que marginalizam as mulheres e outros grupos contribuem para "perpetuar estruturas abusivas no poder", indica.

A corrupção e a impunidade que está associada, assim como a ênfase em questões de segurança de curto prazo estão agravando a pobreza de um país que já tem a taxa de mortalidade materna mais alta do mundo e tem a terceira pior mortalidade infantil.

Além disso, um em cada três afegãos vive em condições de pobreza absoluta e outro terço está em uma situação um pouco melhor. Apenas 23% da população tem acesso a água potável e somente 24% da população com mais de 15 anos sabe ler e escrever, segundo dados da ONU.

Esse cenário representa a realidade do Afeganistão, apesar dos US$ 35 bilhões injetados pela comunidade internacional no país entre 2002 e 2009, mas que foram destinados principalmente a assuntos vinculados à segurança. EFE is/sa

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