ONU retirará parte de seu pessoal do Paquistão por motivos de segurança

Nações Unidas, 31 dez (EFE).- As Nações Unidas planejam retirar gradualmente parte de seu pessoal destinado no Paquistão, diante da onda de violência extremista registrada no país e pela qual, em apenas três meses, cerca de 700 pessoas morreram.

EFE |

"Estamos no processo de realocação de um número limitado de funcionários internacionais durante um período transitório, muitos dos quais continuarão apoiando nossas operações no Paquistão a partir de outros lugares", confirmou hoje à Agência Efe a porta-voz da ONU Vannina Maestracci.

"Nossa prioridade é continuar as operações essenciais e garantir que todo nosso pessoal no Paquistão possa operar de forma segura", disse, acrescentando que não pode apontar prazos ou números concretos sobre quantas pessoas serão retiradas do país, onde conta com 250 funcionários estrangeiros e 2,5 mil nacionais.

"Qualquer mudança será de caráter gradual e só por um período limitado, à espera de medidas de segurança adicionais e de uma evolução da situação", esclareceu a porta-voz de um organismo que perdeu 11 trabalhadores nesse país este ano.

Maestracci disse que esta decisão foi tomada "por causa do recente ataque contra o escritório do PMA (Programa Mundial de Alimentos) em Islamabad", assim como "diante das pertinentes preocupações em matéria de segurança".

Nos últimos três meses, o Paquistão está sendo cenário de uma onda de violência terrorista que matou quase 700 pessoas, na maioria civis.

Por isso, explicou que o organismo internacional "fez um exame para determinar como a ONU pode operar de maneira mais eficaz e segura para atender as necessidades mais básicas do Paquistão e de sua população". EFE mgl/an

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