ONU responde a acusações sobre abusos sexuais de soldados indianos na RDC

Nações Unidas, 13 ago (EFE) - O chefe militar da missão de paz da ONU na República Democrática do Congo (Monuc), o general Babacar Gaye, pediu hoje que não se responsabilize todo o contingente das acusações por abusos sexuais efetuadas contra alguns ex-militares indianos.

EFE |

"Há 17 mil soldados, alguns deles fazendo seu trabalho sob condições muito difíceis, e a má conduta de um soldado de paz pode manchar a imagem de todos, a vida é assim", disse o general senegalês em um entrevista coletiva na sede das Nações Unidas.

Gaye assegurou que a força militar internacional que lidera desde 2005 conseguiu "progredir" nos esforços para eliminar condutas indevidas e registros de crimes por parte de soldados da organização.

Ele lembrou que os militares pertencentes à Monuc não podem deixar os quartéis sem a companhia de um superior depois das 18h, sair vestidos de civis ou manter relações sexuais com membros da população que protegem.

Segundo ele, os soldados conhecem perfeitamente o código de conduta que se aplica em todas as missões de paz das Nações Unidas, assim como as específicas para a RDC.

Gaye considerou que os casos de abusos cometidos por militares da ONU têm mais divulgação porque a tarefa de pacificação não implica na maior parte dos casos em derramamento de sangue, como em outras ações militares.

"Todos os contingentes que estão fora de seus países enfrentam casos de má conduta, mas sem nomear países concretamente, nesses casos se equilibra com o fato de que estão lutando por sua nação e, em alguns casos, retornam para casa em bolsas de plástico cobertos por suas bandeiras", assinalou.

O militar esclareceu que não "coloca a culpa na imprensa" pelo dano à imagem da missão, e insistiu em que a Monuc segue decidida a fazer com que se cumpra a política de "tolerância zero" instaurada pela ONU.

Uma investigação interna das Nações Unidas encontrou que acusam antigos soldados indianos da Monuc em casos de exploração e abuso sexual, anunciou esta semana a organização internacional. EFE jju/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG