ONU renova mandato no Iraque; Bagdá pede mais ajuda

Por Megan Davies NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Conselho de Segurança prorrogou por um ano a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Iraque, enquanto Bagdá pediu mais ajuda da entidade global na construção da sua democracia, que sofre com o impasse para a realização de eleições provinciais.

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O embaixador do Iraque na ONU disse que gostaria de ver mais presença e influência da entidade no seu país, inclusive para ajudar a resolver disputas sobre limites internos e no diálogo com países vizinhos. 'Há muito a fazer', disse Hamid Al Bayati a jornalistas.

A Unami (missão da ONU no Iraque, com mais de mil soldados, funcionários civis e agentes de segurança) foi instituída há cinco anos, e em 2007 teve seu papel político reforçado.

A prorrogação do mandato, que expira no domingo, foi aprovada por unanimidade entre os 15 países do Conselho, o que o embaixador dos EUA, Zalmay Khalilzad, qualificou como 'um reconhecimento de que o que acontece no Iraque é importante para o mundo'.

'Todos querem que o Iraque tenha sucesso e que a ONU tenha seu papel em ajudar os iraquianos', acrescentou o diplomata.

A resolução diz ser 'essencial' que haja segurança para os funcionários da ONU no Iraque. O mandato da ONU para a presença de tropas estrangeiras no país, responsáveis pela segurança ao pessoal internacional, expira em dezembro.

Washington negocia um acordo bilateral de segurança com o Iraque para proteger o pessoal da ONU após o fim do mandato para as tropas estrangeiras. Bayati disse que isso está prestes a ocorrer.

Funcionários da ONU alertam que muitos extremistas não consideram mais a entidade como um órgão neutro.

Diplomatas e funcionários ainda vivem sob o trauma do atentado de 19 de agosto de 2003, que matou 22 pessoas na sede da ONU em Bagdá. O ataque levou à retirada temporária dos funcionários estrangeiros da ONU do Iraque.

Mas Bayati disse que a segurança melhorou dramaticamente desde então, e que o governo já reservou um terreno em Bagdá onde ficará a nova sede local da ONU.

'As forças iraquianas estão muito mais fortes agora do que na época. Elas já se provaram confiáveis', disse Bayati.

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