Considerado perdedor nas últimas eleições, atual presidente exigiu saída das tropas estrangeiras do país

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, rejeitou a retirada das tropas de paz da organização na Costa do Marfim, exigida no sábado pelo presidente em exercício do país, Laurent Gbagbo.

Em um comunicado divulgado após a exigência, Ban Ki Moon disse que a missão da ONU "cumprirá o seu mandato e continuará a monitorar e documentar quaisquer violações de direitos humanos, incitação ao ódio e violência, ou ataques à missão de paz" da organização.

A tensão vem aumentando entre o governo de Gbagbo e a ONU e as tropas estrangeiras que a apóiam. O motivo seria o reconhecimento por parte da organização da vitória de Alassane Ouattara, rival do atual presidente, nas eleições de 28 de novembro. Gbagbo alega que saiu vencedor.

Antes do comunicado da ONU, seis homens armados abriram fogo contra a base da organização no país. Ninguém ficou ferido. Funcionários que desempenham funções não-essenciais da ONU já deixaram da Costa do Marfim. Ouattara se encontra sob proteção da ONU em um hotel na principal cidade do país, Abidjan.

Tensão
No sábado, Laurent Gbagbo exigiu a retirada imediata de todos os soldados de paz estrangeiros do país.
A porta-voz do presidente, Jacqueline Oble, leu na TV estatal um comunicado no qual Gbagbo exige a "saída imediata da Onuci (missão da ONU no país) e das tropas francesas que a apóiam".

Oble acusou as tropas da ONU e da França de conspirar com rebeldes e disse que as forças de paz "interferiram seriamente nos assuntos internos da Costa do Marfim".

Um acordo de paz assinado por todas as partes deu à ONU o papel de certificar o resultado do pleito.
No entanto, Laurent Gbagbo se recusa a deixar o cargo. Ele diz que as eleições foram fraudadas pelos rebeldes que ainda dominam o norte do país após a guerra civil de 2002.

Além da ONU, os Estados Unidos, a França e a União Africana pediram a Laurent Gbagbo que abdique do poder. O presidente francês Nicolas Sarkozy disse na última sexta-feira que Gbagbo deveria sair até este domingo ou enfrentar sanções da União Europeia.

Partidários da oposição dizem que voltarão às ruas da cidade após conflitos armados que deixaram 20 mortos na quinta-feira.

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