ONU reitera pedido por cessar-fogo imediato em Gaza

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu um cessar-fogo imediato nos conflitos na Faixa de Gaza durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, na noite desta terça-feira. Ban criticou Israel pelos bombardeios em Gaza e o grupo militante palestino Hamas por lançar foguetes contra o país.

BBC Brasil |


O Conselho de Segurança também analisou uma proposta de cessar-fogo apresentada pela França e pelo Egito. A proposta recebeu apoio dos Estados Unidos e do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Reuters
Tanques abrem fogo no 12º dia de bombardeios na Faixa de Gaza


Apresentado na reunião em Nova York pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, e pelo líder francês, Nicolas Sarkozy, o plano prevê a retomada do envio de ajuda humanitária a Gaza e negociações a respeito da segurança na fronteira entre israelenses e palestinos.

A proposta foi bem recebida pela secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, que pediu por uma trégua que seja "durável e que garanta a segurança".

Segundo a correspondente da BBC Laura Trevelyan, a proposta pode representar um esboço de um possível acordo diplomático.

A embaixadora de Israel na ONU, Gabriela Shalev, não comentou se Israel aceitaria a proposta, mas afirmou que ela "seria levada a sério".

A França diz esperar uma resposta definitiva ainda nesta quarta-feira.

Corredor humanitário

Ainda nesta terça-feira, o governo de Israel concordou com a criação de um corredor humanitário para levar ajuda aos habitantes da Faixa de Gaza, informou o gabinete do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert.

Segundo o governo, Israel vai abrir algumas áreas "por períodos limitados de tempo durante os quais a população vai poder receber ajuda".

A intenção da proposta, segundo o gabinete de Olmert, é "evitar uma crise humana" na região.

Pelo plano, Israel vai suspender ataques contra áreas específicas de Gaza para permitir que os habitantes possam receber e estocar produtos de primeira necessidade.

Para John Ging, da agência de auxílio aos refugiados palestinos das Nações Unidas, a oferta israelense é um avanço na crise, mas a prioridade continua sendo o fim da violência na região.

Reuters
Avô e neto se abrigam em escola da ONU após terem a casa destruída

Ataque contra escola

Na terça-feira, um ataque israelense contra uma escola, que segundo Israel serviria de esconderijo para militantes, deixou pelo menos 30 mortos e outros 55 feridos, segundo a ONU.

A ONU afirma que a escola Al-Fakhura, no campo de refugiados de Jabaliya, estava sendo usada como refúgio por centenas de civis palestinos quando foi atingida pelo ataque israelense.

Militares israelenses afirmam que seus soldados foram atacados com morteiros por militantes que estavam dentro da escola.

Um porta-voz do Hamas, no entanto, negou que alguém tenha empreendido ataques de dentro do prédio.

Autoridades médicas palestinas afirmam que 595 pessoas, entre elas 195 crianças, já morreram desde o início da ofensiva de Israel contra Gaza.

O número de mortos na região, no entanto, não pode ser verificado de maneira independente, na medida em que Israel não permite a entrada de jornalistas em Gaza.

12º dia de bombardeios


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