ONU reconhece dificuldade de sustentar missões de paz

Nações Unidas, 20 mai (EFE).- O subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Alain Le Roy, reconheceu hoje a dificuldade de sustentar a multiplicação das missões de paz, que em 2010 poderiam chegar a custar US$ 8,2 bilhões ao organismo.

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Le Roy disse que o organismo deve encontrar maneiras de reduzir despesas e aumentar o rendimento das 18 missões de paz atuais.

"Consideramos que, mesmo se não houvesse uma crise financeira global, sustentar este tipo de orçamento é muito difícil", disse, em entrevista coletiva, o responsável dos "capacetes azuis".

O diplomata francês disse que, no final de junho, deve consultar os países-membros da ONU sobre o conteúdo de uma minuta sobre o futuro e os desafios das operações de paz.

O passo seguinte seria apresentar uma série de recomendações no final do ano sobre este assunto ao Conselho de Segurança e ao Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia).

"O que queremos analisar são assuntos como em que situações somos um instrumento correto ou como podemos aumentar nossa colaboração com outras organizações internacionais", disse.

Dentro deste trabalho, disse que seu departamento vai revisar operação por operação para identificar redundâncias e possíveis reduções de despesas.

"Percebemos que o orçamento, há uns dez anos, era de US$ 2 bilhões, e que disparou de maneira espetacular, por isso é um dos assuntos que trataremos no novo estudo", ressaltou.

Ao mesmo tempo, lembrou que a multiplicação das missões diz respeito aos mandatos do Conselho de Segurança da ONU, que é o órgão que autoriza a mobilização de "capacetes azuis".

O anúncio, em 13 de maio, da nova solicitação de orçamento de US$ 8,2 bilhões para 2009-2010 causou inquietação entre os membros do quinto comitê da Assembleia Geral da ONU, encarregado de supervisionar a administração do organismo.

O pedido representa um aumento em relação ao atual orçamento de US$ 7 bilhões do departamento de Operações de Paz.

Estados Unidos, Japão e República Tcheca, este último em nome da União Europeia (UE), advertiram que este orçamento não corresponde com as promessas de austeridade dos responsáveis da organização. EFE jju/an

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