ONU recebe 10% de verba pedida para combate à cólera no Haiti

Nações Unidas criticaram lentidão e lembram que US$ 19,4 milhões (R$ 33,5 mi) estão longe dos US$ 164 mi (R$ 283,5 mi) pedidos

iG São Paulo |

A Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu apenas US$ 19,4 milhões dos US$ 164 milhões pedidos para o Haiti, que vem sendo devastado por uma epidemia de cólera.

Ao lamentar a lentidão da reação dos países doadores, a porta-voz da Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Elisabeth Byrs, disse que a quantia está longe de ser significativa para a compra de remédios e alimentos para a população haitiana, que tenta se recuperar do terremoto de janeiro, que deixou o país em destroços, e a recente passagem do furacão Tomas pelo país.

AP
Pacientes com cólera recebem tratamento em hospital no vilarejo de Limbe, no Haiti (24/11/2010)
"É preciso continuar vigiando para evitar um cenário pior que o esboçado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, 400 mil pessoas que podem ser afetadas", destacou Elisabeth.

O Haiti recebeu nesta sexta-feira 39 toneladas de ajuda procedente da Espanha para lutar contra a cólera, doença que causou mais de 1. 600 mortes e cujo índice de mortalidade se situa entre 5% e 7%, "uma taxa elevada demais", disse o embaixador da Espanha no país, Juan Fernández Trigo.

 A carga entregue inclui também duas toneladas de equipamentos de saúde e tanques de armazenamento de água que a Cruz Vermelha espanhola realiza para a prevenção da cólera em colaboração com a missão haitiana desta organização.

A MSF dispõe de 2.912 leitos hospitalares no país (1 mil deles em Porto Príncipe) e prevê aumentar essa quantidade para 3.910 nos próximos dias, disse o chefe de missão da Espanha no Haiti, Francisco Otero.

Vítimas

Segundo as últimas cifras proporcionadas pelas autoridades haitianas, a epidemia de cólera, cujos primeiros casos apareceram em meados de outubro, causou 1.603 mortos e cerca de 30 mil hospitalizações. O Ministério da Saúde Pública e População (MSPP) estimou que 69.776 pessoas foram atendidas nos centros médicos.

Até agora, a OMS estabelecia 200 mil casos como a pior situação possível. Mas, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (agência regional da OMS) estes 200 mil casos podem ser alcançados em três meses e chegar a 400 mil antes de um ano.

*Com AFP e EFE

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