ONU reafirma independência do tribunal do Khmer Vermelho no Camboja

Phnom Penh, 8 set (EFE).- As Nações Unidas reafirmaram hoje perante o Governo do Camboja a independência do tribunal internacional que julga os antigos chefes do Khmer Vermelho por crimes contra a humanidade e genocídio, depois que o primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, afirmasse que impedirá que se acuse a mais pessoas.

EFE |

O coordenador da ONU no tribunal internacional, Knut Rosandhaug, manifestou que "os padrões internacionais estabelecem com clareza que os cortes não necessitam em seu funcionamento a permissão ou a assessoria do poder Executivo", segundo um comunicado de imprensa.

O norueguês Rosandhaug acrescentou que esperava que as Câmaras Extraordinárias nas Cortes do Camboja, -nome oficial-, continuem desempenhando seu trabalho com independência.

Cinco antigos membros do Khmer Vermelho, quatro deles pertencentes à cúpula da organização, estão detidos ou são julgados na atualidade.

O porta-voz do tribunal, Lars Olsen, anunciou na semana passada que a Promotoria tinha sido autorizada a ampliar as investigações sobre as atrocidades e que, dependendo do resultado, proporá o processo de novas pessoas.

"Não vou a permitir que ninguém destrua a paz que se conseguiu", assegurou Hun Sen na segunda-feira passada em um ato público.

Em torno de 1,7 milhões de pessoas, ou uma quarta parte da população que tinha o Camboja em 1975, foram executadas ou morreram de crise de fome ou por doenças nos campos de trabalhos forçados.

EFE jcp/fk

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