ONU questiona eficácia de planos contra gripe aviária

Nações Unidas, 21 out (EFE).- Um relatório elaborado pela ONU e pelo Banco Mundial (BM) adverte que a maioria dos planos criados por grande parte dos países, para evitar uma nova pandemia de gripe aviária, não foram testados totalmente e podeam falhar quando seu uso for necessário.

EFE |

O documento apresentado pelo coordenador da ONU para a gripe aviária, David Nabarro, considera que a ameaça da doença "permanece vigente" por causa das dúvidas geradas pelo planejamento dos Governos.

"Quando alguém planifica, tem que examinar, comprovar e revisar o conteúdo com as conclusões tiradas desses testes", disse Nabarro em coletiva de imprensa.

Segundo ele, o custo de se estar preparado para a possível aparição de uma pandemia de gripe aviária não são nada diante dos US$ 3 trilhões de perdas que sua propagação pelo mundo poderia causar à economia global.

O relatório, elaborado a partir da informação dada por 148 países, faz parte dos preparativos da conferência internacional sobre o assunto que começa esta semana no Egito.

O documento também destaca que a gripe aviária não apareceu em nenhum país novo nos primeiros nove meses de 2008 e somente foram registrados focos em 20 dos países onde o vírus está presente.

Por isso, considera que estes dados mostram um retrocesso da epidemia em 2008.

Além disso, indica que no mesmo período de 2007, o vírus tinha aparecido em quatro países novos e tinham sido detectados 25 focos em outros já infectados.

O estudo também destaca que o ritmo das infecções do vírus H5N1 diminuiu no último ano.

"Em geral, se alguém examinar a situação, melhorou de forma significativa", afirmou Nabarro.

Ele disse que a doença continua fortemente presente particularmente na Indonésia e no Egito, mas também se encontra em menor medida em Paquistão, Índia, Bangladesh, Vietnã e Laos.

O tipo H5N1 do vírus se propagou rapidamente nos últimos cinco anos desde o sudeste asiático ao norte e leste da África, Europa central e até países ocidentais como o Reino Unido.

Nesse tempo, 245 pessoas morreram e infectou um total de 387, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). EFE jju/rb/rr

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