ONU quer reduzir à metade número de mortes por desastre natural

Por Laura MacInnis GENEBRA (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu na sexta-feira mais fundos a fim de ajudar os países a se prepararem para os desastres naturais, em vez de responderem a eles. Segundo a ONU, medidas simples podem reduzir à metade o número de mortes causadas pelos desastres.

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John Holmes, coordenador de operações de emergência da ONU, disse que 10 por cento da ajuda humanitária e 30 por cento do dinheiro para responder à mudança climática deveriam ser usados para ajudar a fortificar escolas e hospitais e a ensinar as pessoas a como sobreviverem a crises.

"Não é possível evitar que os desastres aconteçam, mas é possível fazer uma diferença enorme no que diz respeito à morte de pessoas e, ao menos em alguma extensão, à destruição do meio de vida delas", afirmou ele numa entrevista coletiva em Genebra.

Falando ao final de uma reunião sobre resposta a desastres da ONU, que durou uma semana, Holmes afirmou que um investimento mais inteligente da assistência estrangeira poderia proteger vidas em países altamente expostos a tempestades, terremotos e ciclones.

No ano passado, os desastres naturais mataram quase 236 mil pessoas e causaram 181 bilhões de dólares de prejuízos, principalmente na China, de acordo com estimativas da ONU.

Bangladesh e China são considerados os dois países de maior risco para mortes em enchentes, deslizamentos e outros perigos cuja frequência deve aumentar com o aquecimento global.

Embora o número de mortes sofra uma enorme variação ano a ano dependendo dos desastres ocorridos - em 2008, o ciclone Nargis atingiu Mianmar e a China enfrentou o grande terremoto de Sichuan --, Holmes disse que medidas preparatórias poderiam reduzir o número no longo prazo.

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