ONU quer proteger jornalistas em conflitos armados

Genebra, 26 mar (EFE).- O Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDH) aprovou hoje a convocação de uma sessão especial do organismo sobre a proteção dos jornalistas que trabalham em conflitos armados.

EFE |

A resolução, adotada por consenso, sem necessidade de votação, foi apresentada por Egito, Bangladesh e México, e idealizada pela Campanha Emblema de Imprensa (PEC, na sigla em inglês), cujos representantes se mostraram "extremamente contentes", segundo um comunicado.

"É um passo importante que vai dar um maior estímulo ao problema global da proteção dos jornalistas em conflitos armados", acrescenta a nota.

Segundo os cálculos da PEC, desde 2006 foram assassinados uma média de 106 jornalistas ao ano.

"A aprovação unânime da resolução por parte do Conselho de Direitos Humanos é um reconhecimento da importância dos jornalistas e seu papel-chave em documentar abusos e violações mais graves que são cometidos" em conflitos armados, diz o comunicado.

A sessão especial de discussão está marcada para junho, durante a 14ª sessão do CDH.

A PEC ressaltou que a resolução aprovada hoje "está em linha com a Resolução 1738 do Conselho de Segurança da ONU, adotada em dezembro de 2006, e em linha com o relatório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre os civis em conflitos armados sublinhando a importância da proteção dos jornalistas". EFE mh/bba

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