ONU quer prolongar três meses sua investigação sobre a morte de Bhutto

Nações Unidas, 31 dez (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou hoje que foi proposta a ampliação até o dia 31 de março de 2010 o mandato de sua Comissão de Investigação sobre os fatos e circunstâncias em torno ao assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa, Benazir Bhutto.

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A organização internacional lembrou em comunicado divulgado hoje que a Comissão iniciou seus trabalhos no dia 1º de julho, e que o prazo para que apresentasse seu relatório de conclusões terminava hoje.

"Devido à grande quantidade de informação recolhida pela Comissão no Paquistão e ao trabalho de acompanhamento que ainda fica pendente, os membros da comissão solicitaram um tempo adicional para completar seu relatório", explicou a organização, que já informou ao Governo do Paquistão e ao Conselho de Segurança de suas intenções.

Ao término de seu mandato, a Comissão deverá apresentar seu relatório ao principal responsável das Nações Unidas sobre as circunstâncias da morte e os fatos, mas não a autoria, para que este o compartilhe com o Governo do Paquistão.

O anúncio acontece no mesmo dia em que se conhece que o Governo paquistanês negou à equipe da ONU que investiga o assassinato a possibilidade de entrevistar o chefe do Exército, Ashfaq Pervez Kiyani, e a outros cargos militares, segundo uma fonte governamental citada pelo canal privado paquistanês de televisão "Dawn".

A equipe da ONU, liderada pelo embaixador do Chile nas Nações Unidas, Heraldo Muñoz, entrevistou várias personalidades desde o início de seu trabalho, em julho, incluindo o ex-chefe do Exército e ex-presidente Pervez Musharraf, mas quase não visitou o país por causa dos contínuos atentados terroristas. EFE mgl/fm

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