ONU propõe compensação por preservação do CO2 marinho

Os países em desenvolvimento podem no futuro ganhar dinheiro com a proteção de oceanos e ecossistemas marinhos, levando à redução nas emissões de carbono, disse um dirigente da ONU nesta quinta-feira.

Reuters |

Algas e manguezais, por exemplo, acumulam naturalmente enormes quantidades de carbono, que no entanto é liberado na atmosfera quando há drenagem ou outras perturbações desses ambientes.

O chefe do Programa Ambiental da ONU, Achim Steiner, disse que uma combinação de verbas públicas e privadas pode ser usada para recompensar os países pobres que restaurarem ou preservarem ambientes marinhos ricos em carbono.

"Se acredito que um dia poderemos ver um mercado de armazenagem oceânica de carbono? Eu diria a esta altura: por que não?", disse Steiner a jornalistas durante uma conferência ambiental da ONU em Bali, na Indonésia.

Ele sugeriu que o esquema seja baseado no modelo conhecido como Redd (redução de emissões por desmatamento e degradação), uma das poucas áreas em que há avanços na discussão de um novo tratado climático global.

O Redd atrai muito apoio porque pode resultar em bilhões de dólares no mercado dos créditos de carbono, pelo qual os países ricos poderiam compensar sua poluição industrial patrocinando a preservação de florestas - que acumulam carbono quando estão vivas, e liberam gases do efeito estufa quando são abatidas.

A grande dificuldade desses esquemas, até agora, é estabelecer um preço sobre o carbono, de modo a estimular sua preservação. "Eu lhes garanto que o mundo irá procurar cada vez mais formas pelas quais se possa ampliar a capacidade do planeta para capturar, sequestrar e armazenar carbono", disse Steiner.

"Se pudermos criar parâmetros em torno dos quais mensurar o valor de manter os ecossistemas marinhos e seus benefícios líquidos para a comunidade internacional, então a analogia que se aplica à degradação de florestas e terras seria igualmente aplicável à conservação marinha."

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