Nações Unidas, 10 jul (EFE).- A ONU iniciou uma investigação para determinar a autoria da emboscada a uma patrulha de sua missão conjunta com a União Africana (UA) em Darfur, que custou a vida de sete integrantes da organização, anunciou hoje a porta-voz da organização, Michèle Montas.

"Vamos investigar o que aconteceu, porque não temos elementos que indiquem quem é o culpado", disse Montas em entrevista coletiva.

A porta-voz confirmou que cinco dos sete mortos são militares ruandeses e os outros dois policiais são de Gana e de Uganda, todos os membros da Missão conjunta de Paz da ONU e da UA em Darfur (Unamid).

O número de feridos, entre soldados e policiais, foi reduzido de 22 para 19.

A patrulha de soldados e policiais apurava denúncias de mortes de civis na região quando foi vítima de uma emboscada entre as localidades de Gusa Jamat e Wadah por milicianos desconhecidos.

Montas disse que os autores da emboscada se deslocavam em 40 veículos armados com metralhadoras pesadas, canhões antiaéreos e canhões sem recuo.

O Governo do Sudão rejeitou hoje as suspeitas de que a emboscada tivesse sido obra das milícias Janjaweed (pro-árabes) vinculadas às forças de segurança sudanesas e apontou a uma facção do rebelde Movimento de Liberação do Sudão (SLM).

"Foi uma unidade do SLM que é muito conhecida por seus ataques às forças de paz", disse à Agência Efe o embaixador do Sudão perante a ONU, Abdalmahood Abdalhaleem Mohamad.

"Espero que isto sirva para terminar com a indulgência de alguns com estes rebeldes, que não respeitam os altos ao fogo, se negam a negociar e somente estão interessados em criar confusão", acrescentou.

O ataque da segunda-feira é o de maior gravidade sofrido pela missão conjunta desde o início de seu desdobramento, em janeiro passado, quando substituiu uma missão de paz da UA.

A Unamid conta até o momento com somente 9.563 dos 25 mil uniformizados que devem constituir a força de pacificação, segundo o mandato adotado no ano passado pelo Conselho de Segurança.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança da organização condenaram na quarta-feira o ataque sofrido pela força internacional. EFE jju/rb/db

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