Genebra, 12 fev (EFE).- A Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, expressou hoje seu desejo de que o novo Governo de união nacional do Zimbábue se esforce para restaurar a aplicação da lei no país.

Em comunicado de imprensa, Pillay denunciou que "o longo processo de assentamento político esteve marcado por graves violações dos direitos humanos".

"O Governo do Zimbábue tem a responsabilidade prioritária de fazer Justiça e se retratar com as vítimas", acrescentou.

A funcionária da ONU mostrou sua "preocupação com o desaparecimento de partidários da oposição, o suposto uso da tortura para conseguir confissões falsas e as violações da independência do Poder Judiciário".

"Os desaparecimentos forçados e as detenções ilegais dos últimos meses - nos quais o Governo reconheceu parte da responsabilidade - estendem o medo entre os membros da oposição e seus partidários, assim como entre os ativistas dos direitos humanos e os jornalistas independentes", denunciou Pillay.

"E quando os detidos eram levados aos tribunais, a Polícia não respeitava nem cumpria as sentenças", acrescentou.

Pillay lembrou casos de ativistas dos direitos humanos e jornalistas "nos quais o Poder Judiciário foi pressionado para que mantivesse sua custódia".

Além disso, mostrou sua preocupação com a "politização da Polícia e sua incapacidade de realizar investigações independentes". EFE mrm/mh

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.