ONU pede que comunidade internacional apoie o Haiti

Porto Príncipe, 14 mar (EFE).- A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou hoje que mantém compromisso em favor do Haiti e pediu à comunidade internacional a ajudar o país caribenho, considerado um dos mais pobres do mundo.

EFE |

Quinze representantes do Conselho de segurança da ONU completaram uma intensa agenda de quatro dias de atividades que sucedeu a visita, no início da semana, de seu secretário-geral, Ban Ki-Moon, e do ex-presidente americano Bill Clinton.

Ambos reivindicaram o apoio internacional para conseguir estabilizar a frágil economia do país, fortemente castigada pela crise alimentícia e por desastres naturais.

Nessa mesma linha, o embaixador costarriquenho Jorge Urbina, chefe da delegação do Conselho de Segurança, chamou hoje a comunidade internacional a "se comprometer mais" com este país, enquanto desejou que os haitianos exerçam suas responsabilidades para assegurar o futuro.

"O que é importante agora é que a comunidade internacional se comprometa perante o povo e o Governo haitiano" e lhe siga dando apoio, e que por sua parte, os haitianos "desempenhem seu papel", assinalou Urbina.

Segundo o embaixador costarriquenho, os membros do Conselho de Segurança reconheceram a importância das ações que há anos se desenvolvem no Haiti para conseguir a estabilidade.

Ele ressaltou que "a sociedade haitiana conta hoje com uma oportunidade histórica para alcançar um futuro melhor e deixar para trás os problemas do passado".

Urbina destacou a importância da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), presente no país desde 2004, sob liderança do Brasil, e adiantou que "em alguns meses, o Conselho de Segurança vai examinar o mandato da Missão para melhorá-lo".

Ele declarou que também é necessária a colaboração entre o Governo e a comunidade internacional "para o sucesso das ações que precisarão se realizar no futuro".

Por outra parte, defendeu a paz no Haiti e considerou "indispensável" a colaboração dos atores políticos e institucionais para as eleições ao Senado previstas para 19 de abril, já que "o país não pode suportar mais crise políticas", enfatizou.

A respeito do partido do ex-presidente Jean Bertrand Aristide, Família Lavalas, cuja participação nas eleições ao Senado foi rejeitada pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP), Urbina declarou que "a Lavalas utilizará todos os recursos jurídicos" para tentar reverter a decisão.

"Os representantes da Lavalas e dos outros partidos entendem bem a importância do processo eleitoral na vida dos haitianos e hoje estão mais comprometidos em criar as condições para avançar e não cair no passado", afirmou.

Ele acrescentou que "os esforços para reforçar a Polícia, a justiça e a administração das fronteiras devem continuar para chegarmos ao objetivo que todos buscamos".

"Há progresso, mas são necessários esforços para combater a corrupção e conseguir a confiança da comunidade internacional, particularmente dos provedores de fundos", ressaltou.

Precisamente, os países doadores participarão em 13 e 14 de abril em Washington de uma conferência sobre o Haiti.

Urbina também assinalou que "a melhora das condições econômicas e sociais é essencial para a estabilidade".

O Conselho de Segurança encorajou também a comunidade internacional a fornecer assistência ao Haiti e apoio em curto prazo para criar empregos.

O Haiti está entre os países mais pobres do mundo e é considerado pelo Banco Mundial (BM) um nos quais há alta exposição à pobreza, sem capacidade institucional para iniciar programas que protejam os mais vulneráveis. EFE gp/jp

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