ONU pede que Colômbia proteja ativistas dos direitos humanos

GENEBRA (Reuters) - Três investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram na quarta-feira ao governo colombiano que adote urgentemente medidas capazes de proteger defensores dos direitos humanos contra intimidação, agressão e até assassinatos. Segundo os investigadores, desde o começo deste ano, 21 membros de sindicatos e líderes da sociedade civil foram mortos enquanto dezenas de outros, entre os quais advogados que representam vítimas, receberam ameaças de morte.

Reuters |

'Pedimos ao governo (colombiano) que adote medidas de proteção mais eficientes e consistentes para os defensores dos direitos humanos atualmente em risco', afirmaram os investigadores em um comunicado divulgado por meio da representação da ONU em Genebra.

A Colômbia é palco de uma guerra envolvendo rebeldes marxistas e paramilitares de extrema direita, ambos considerados terroristas pelos EUA e supostamente custeados pelo tráfico de cocaína. Milhares de pessoas morrem todos os anos em meio ao conflito.

Sindicalistas norte-americanos vêm conclamando os congressistas democratas dos EUA a bloquearem um acordo de livre comércio com a Colômbia devido aos abusos dos direitos humanos no país latino-americano.

Os três investigadores são Hina Jilani, do Paquistão, investigadora especial para a situação dos defensores dos direitos humanos, Philip Alston, dos EUA, investigador para execuções extrajudiciais, e Leandro Despouy, da Argentina, investigador para a independência do sistema judiciário.

Segundo os três, as ameaças e os assassinatos recentes elegeram por alvo, em sua maior parte, as pessoas que organizaram a ou participaram da mobilização de 6 de março, em Bogotá, que teve por objetivo homenagear as vítimas dos paramilitares bem como as da polícia e das Forças Armadas.

'Acreditamos piamente que uma resposta política à situação atual dos defensores dos direitos humanos na Colômbia é de suma importância', afirmaram os investigadores em seu comunicado.

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