ONU pede pressa por novo governo no Iraque

Em carta, Conselho de Segurança pediu respeito aos resultados que confirmam vitória de aliança dirigida por ex-primeiro-ministro

EFE |

O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu hoje às forças políticas iraquianas que formem um novo governo o mais rápido possível. Na terça-feira, a Suprema Corte Federal do país ratificou os resultados provisórios das eleições parlamentares do dia 7 de março.

Em uma declaração lida pelo atual presidente do conselho, o embaixador do México, Claude Heller, o órgão pediu respeito aos resultados que confirmam a vitória da aliança dirigida pelo ex-primeiro-ministro Iyad Alaui, Al Iraqiya. O grupo conseguiu 91 das 325 cadeiras do Parlamento unicameral, enquanto a coalizão do atual primeiro-ministro, Nuri Al Maliki, ficou com 89.

A carta pede "aos líderes iraquianos que participem o mais rápido possível de um processo político integrador para formar um Governo que represente a vontade e a soberania do povo iraquiano". O Conselho também felicita a Comissão Eleitoral Iraquiana pelas eleições "bem-sucedidas", e a forças de segurança do país pela proteção que proporcionaram à população ao longo deste processo.

Por outro lado, os 15 membros do conselho condenaram os atentados terroristas recentes que o país sofreu, que atribuem "àqueles que querem aplacar a voz do povo iraquiano ao tentar perturbar o desenvolvimento das eleições e o processo de formação de um Governo". "Os membros do Conselho de Segurança reiteram que nenhuma ação terrorista pode dar marcha ré ao caminho que o Iraque empreendeu rumo à paz, a democracia e a reconstrução", acrescenta o comunicado.

Após a ratificação dos resultados, o presidente do país, Jalal Talabani, que já está no fim do mandato, deve aceitar a decisão judicial e tem 15 dias para convocar a primeira reunião do Parlamento. Durante o encontro, a Assembleia Legislativa, dirigida pelo membro mais velho, terá que escolher o novo presidente do Legislativo. Posteriormente, terá que votar entre os candidatos que se apresentem para a Presidência da República, que requer, em um primeiro turno, uma maioria de dois terços.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG