ONU pede plano mais político e menos militar para Afeganistão

Nações Unidas, 6 jan (EFE).- A ONU pediu hoje que a nova estratégia da comunidade internacional no Afeganistão seja mais de caráter político que militar, caso se queira ter sucesso nos esforços para conter a grave piora da segurança e da estabilidade no país.

EFE |

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse hoje perante o Conselho de Segurança que são necessárias "novas estratégias que abordem a necessidade de construir instituições sustentáveis que prestem serviços aos afegãos e desenvolvam a economia" do país.

"É evidente que é necessário realizar um amplo e eficaz trabalho civil, para o que se requer uma melhor coordenação internacional", observou em seu discurso.

De acordo com Ban, as novas estratégias devem ser coordenadas para aumentar sua efetividade, contar com os recursos adequados para sua implantação e assegurar a participação do Governo afegão em seu desenvolvimento e execução.

"De todos os modos, o principal obstáculo que enfrentamos não é a falta de estrutura ou a escassez de recursos. É mais uma questão de vontade política", assegurou.

Para Ban, "uma melhor coordenação baseada na firme vontade política dos países doadores, assim como um sólido trabalho das instituições locais, são as chaves para resolver a atual situação".

Ele reiterou também seu apoio às mudanças na estratégia dos Estados Unidos no Afeganistão anunciadas no final do ano passado pelo presidente Barack Obama, que incluem uma escalada militar e um maior esforço na reconstrução do país.

O secretário-geral ainda deu seu apoio à vontade expressada pelo recém-eleito presidente afegão, Hamid Karzai, de combater a corrupção, promover o bom governo e fomentar a união nacional.

Ban, assim como seu enviado especial para o Afeganistão, Kai Eide, que também discursou durante a reunião do Conselho, destacou a importância da conferência do próximo dia 28 de janeiro em Londres para reconduzir a situação no Afeganistão.

No discurso, Eide repetiu a mensagem do secretário-geral a favor de "uma estratégia de transição" para transferir as responsabilidades ao Governo de Cabul, ao mesmo tempo em que reiterou que esse novo projeto deve ser político, e não militar. EFE jju/rr

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