ONU pede para consolidar queda da violência no Iraque com diálogo

Nações Unidas, 6 ago (EFE) - A ONU pediu hoje aos partidos do Iraque para consolidar através de um maior diálogo político o progresso obtido há um ano da redução do nível de violência no país árabe.

EFE |

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, disse em discurso perante o Conselho de Segurança que a ONU observou uma "mudança firme" na evolução do país árabe.

"Diminuíram os atos violentos e as mortes e vimos uma melhora na atuação das forças de segurança do Iraque em uma série de operações", destacou.

Esses avanços rumo à estabilização do país devem "se consolidar com maior e contínuo diálogo político" entre os grupos e partidos políticos do país.

Ele advertiu de que o fracasso nas atuais negociações para adotar uma nova legislação eleitoral impedirá a realização das próximas eleições provinciais.

"Não conseguir um acordo legislativo neste momento representará um revés significativo não somente para as possibilidades de realizar eleições este ano, mas para o processo de reconciliação em geral", afirmou.

O Parlamento iraquiano acordou hoje a formação de uma comissão para a elaboração de um novo "texto pactuado" sobre a lei eleitoral provincial, e convocou uma sessão para 9 de setembro.

Esta nova legislação gerou tensões entre sunitas, xiitas e curdos por seu impacto na resolução do estatuto da rica cidade petrolífera de Kirkuk, que os curdos reivindicam para si.

O embaixador do Iraque perante a ONU, Hamid al-Bayati, reconheceu por sua vez que o processo político "enfrenta algumas dificuldades", mas assegurou que o país avança "para uma transição democrática" que permitirá "a coexistência de todos os segmentos da sociedade".

Ele destacou que a estabilização permitiu melhorar a situação econômica do país, o que se reflete em uma redução da inflação de 65% em 2006 para 27% em 2007 e na queda da taxa de desemprego a 17%.

Ao mesmo tempo, o nível de investimentos no Iraque disparou aos US$ 7,4 bilhões e a produção de petróleo deve aumentar a um nível de 3,5 milhões de barris diários, apontou. EFE jju/db

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