ONU pede investigação dos últimos bombardeios com mortos em Gaza

Genebra, 6 jan (EFE).- O bombardeio israelense de ontem à noite contra uma escola de Gaza administrada pela ONU e a morte de uma família de cinco membros por causa de um ataque contra sua casa devem ser investigados e, caso a lei internacional tenha sido violada, os culpados devem ser processados.

EFE |

Esta afirmação estava hoje no comunicado do coordenador humanitário da ONU para os territórios palestinos, Maxwell Gaylard, que lamenta que nem mesmo as instalações da ONU sejam seguras para os civis palestinos em Gaza.

Três membros de uma mesma família palestina morreram no bombardeio israelense de uma escola da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), onde buscaram refúgio.

O lugar estava claramente sinalizado como estabelecimento administrado pelas Nações Unidas, informou a organização.

Outro bombardeio israelense que aconteceu hoje contra outra escola da UNRWA já deixou pelo menos 40 mortos, segundo fontes médicas em Gaza, embora o comunicado do coordenador ainda não faça referência ao mesmo.

Maxwell se refere da mesma forma a outro trágico incidente de ontem, quando uma família inteira formada por cinco filhos e seus pais morreu quando o Exército israelense bombardeou sua casa.

"Estas mortes colocam em evidência a trágica realidade da situação em Gaza para os civis, onde nem as casas nem os refúgios da ONU são seguros", afirma o membro da ONU.

"Cerca de um milhão e meio de palestinos civis estão perigosamente expostos aos combates. Não têm lugares seguros para os quais fugir", acrescentou.

"Estes trágicos incidentes devem ser investigados e, se a lei internacional foi desobedecida, os responsáveis devem ser processados", declarou.

A UNRWA afirmou hoje que "de um ponto de vista legal este foi um ataque contra uma instalação da ONU".

A morte dos últimos 40 palestinos no bombardeio de hoje contra uma escola aumenta para mais de 600 o número de mortos em Gaza desde que começou a ofensiva de Israel no dia 27 de dezembro passado, enquanto o número de feridos passa de 2.600. EFE vh/fal

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